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Fotografia: Luana Muniz
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ART/23/001
Fotografia: Luana Muniz
A: 22,50 x 17,30 x P: 1,40 cm
Fotografia colorida de Luana Muniz. Ela usa um vestido preto decotado e com uma fenda longa na perna. Moldura marrom.
A travesti Luana Muniz (1958-2017) destaca-se pelo intenso ativismo, primeiro na casa de apoio Água Viva, liderada pela enfermeira Adalgisa Ribeiro. A luta contra o HIV/AIDS, o Projeto Damas (2011) para capacitação profissional e a fundação do Casarão de Luana Muniz (anos 80) - ambos direcionados às mulheres trans - são legados de militância e de relação com o Grupo Arco-Íris e os movimentos LGBTI+ e luta contra a aids. Com o bordão “Travesti não é bagunça”, ampliou sua visibilidade e, por consequência, o debate sobre segurança pública e atendimento policial às demandas de travestis, especialmente daquelas que atuavam como profissionais do sexo. Denunciou a violência policial e cobrou, juntamente com os movimentos LGBTI+, das autoridades atenção aos direitos. Atriz e dançarina, firmou-se na década de 70 no cenário da arte transformista carioca. Ao voltar da Europa, nos anos 80, retornou aos palcos na peça “Mimosas até certo ponto”. Este traje (aproximadamente 1990) era a “roupa dos sonhos” de Luana e foi inspirado na diva pop Cher." Texto da legenda apresentada ao lado do traje de Luana Muniz na Exposição Amor e Luta: trajetórias do movimento LGBTI+ 30 anos do Grupo Arco-Íris em 2023.
A documentação deste item foi viabilizada por meio do Projeto Amor e Luta: Memória, Cultura e Direitos Humanos LGBTI+, Termo de fomento Nº 958871/2024 do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Emenda Parlamentar da Deputada Federal Jandira Feghali.
4042025
Luana Muniz